cortar comprimido pode ou não

Partir comprimidos, veja se pode ou não – Ao cortar um medicamento ocorre perda e dose pode estar comprometida

Mintas vezes é necessário partir o comprimido, e esta é uma prática corriqueira. Normalmente a finalidade é auxiliar na deglutição, flexibilizar as doses e até mesmo baratear os custos do produto. Porém, será que esta prática pode ou não – Ao cortar um medicamento ocorre perdas e dose pode estar comprometida, veja detalhes.

Ao cogitar a possibilidade de dividir comprimidos é necessário ter em mente alguns pontos importantes.

O que você deve saber ao cortar um comprimido

Deverá saber exatamente se o tamanho do comprimido proporciona efetuar um corte com segurança.

Comprimidos muito pequenos pode não ser recomendado partir o fármaco.

A forma que o comprimido vem na embalagem irá determinar se pode ou não cortar este material com certa segurança.

Além disso, o nível de dureza do comprimido pode ser decisivo para optar pelo corte do produto.

Distribuição da dose é questionável

A distribuição da dose em partes iguais é questionável, especialmente em comprimidos não sulcados, redondos e revestidos.

Também não é indicado triturar os comprimidos para posteriormente repartir o material gerado.

A presença do sulco indica que o comprimido pode ser cortado ou partido. Entretanto a presença de sulcos não garante a partição do comprimido em partes iguais.

Mesmo vindo na embalagem com esta pequena depressão no medicamento, conhecido como sulco, a indústria somente fornece uma melhoria nas condições de corte. Mesmo assim, nem todos os comprimidos sulcados podem ser partidos. „„

Perda de produto com a partição

Perda de conteúdo devido à pulverização e à fragmentação do comprimido pode ocorrer. Perceba que quando você corta um comprimido quase sempre fica no local um pouco de pó.

Sabemos que os comprimidos são quase sempre pequenos, portanto, qualquer perda de material se torna importante e deve ser considerada.

Ao percebermos que resquícios do material ficou na bancada de corte, podemos suspeitar que o efeito do medicamento pode estar comprometido.

Além disso, tem o risco de contaminação com outros pós ou microrganismos. Materiais presentes na lâmina, bancada ou nos cortadores de comprimidos podem comprometer o procedimento.

Comprimido perde as características físicas

Sabemos que a maioria dos comprimidos possuem camadas que lhes confere características físicas melhores.

Ao realizar um corte no material de cobertura,  existe forte risco de perdas físico-químicas.

Estas perdas das características físico-químicas são provenientes da exposição do sólido à condições ambientais anormais para o produto.

A temperatura pode se elevar, ar, luminosidade, e a umidade podem ser afetados e ocorrer alterações.

Pode ocorrer alteração na estabilidade do comprimido: a partir do momento em que é partido expõe seu núcleo. Ao expor o núcleo do fármaco, pode perder o perfil de estabilidade determinado pelo laboratório fabricante.

Medicamentos com pequenas faixas terapêuticas

Alguns medicamentos possuem ação importante no organismo, mesmo tendo no seu princípio ativo baixa concentração de material.

Alguns medicamentos possuem estreita faixa terapêutica, não devem ser partidos como, varfarina, digoxina, citalopram, além de outros.

Avaliações finais

Com base em todas estas considerações aqui plotadas, recomenda-se evitar partir comprimidos. „„

„„A partição é uma decisão que deve ser compartilhada entre médico, farmacêutico e paciente, uma vez que usar os comprimidos inteiros é a maneira mais segura para garantir a dose correta.

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